terça-feira, 11 de outubro de 2011

RELATÓRIO

SEMESTRE 7 - EDIÇÃO 03 - 25/08/2011

MARCANDO PRESENÇA

Local: Forno à lenha-Mossoró-RN

__________________________ Presentes

1)Ariksons

2)Carlito 

3)Jeovanna 

4)Mirela

5)Narielton

6)Rachel

7)Renato

8)Gilmara

9)Ariane

10)Mirella

11)Teté e noivo

12)Emanuel

____________________________ Ausentes

1)Demais da turma

MOMENTO FILOSÓFICO


A moral kantiana

“A moral kantiana é a concebida por Immanuel Kant (1724-1804), filósofo prussiano. Sua intuição principal foi que o indivíduo deve estar livre para agir "não em virtude de qualquer outro motivo prático ou de qualquer vantagem futura, mas em virtude da idéia de dignidade de um ser racional que não obedece a outra lei senão àquela que ele mesmo simultaneamente se dá" (Kant, 1785: 16). A ação moral exige a autonomia do agente. Ser autônomo é obedecer a si mesmo ou ao que vem de dentro. É o inverso do heterônomo (o que obedece ordem do outro, obedece ao que vem de fora). Não se pode falar em ética sem autonomia pois a ação heterônoma (cuja vontade vem de fora) não é uma ação ética. A moral aristocrática e a utilitarista não são eticamente válidas porque dependem de algo exterior: a primeira, de ideais transcendentes e a segunda, de ideais imanentes.

Para realizar a autonomia, a ação moral deve obedecer apenas ao imperativo categórico: o bom senso interior que todos nós temos de perceber que não somos instrumentos e sim agentes. Nunca instrumentalizar o homem é a exigência maior do imperativo categórico. Kant fornece uma regra para saber se uma decisão nossa obedece ou não ao imperativo categórico: indague a si mesmo se a razão que te faz agir de determinada maneira pode ser convertida em lei universal, válida para todos os homens. Se não puder, esta tua ação não é digna de um ser racional, não é eticamente boa porque falta-te a autonomia, estás agindo premido por circunstâncias exteriores a ti. O bem ético é um bem em si mesmo.

Ao realçar a exigência da autonomia da ação moral, Kant desperta a questão da liberdade ética. O conceito de liberdade ética parte da distinção entre ação reflexa e ação deliberada. A ação deliberada é aquela que resulta de uma decisão, de uma escolha, é o mesmo que ação autônoma. A ação reflexa é "instintiva", independe da vontade do agente. Apenas as ações deliberadas podem ser analisadas sob o ponto de vista ético. Voltemos ao exemplo do gato que morde o homem que lhe pisou a cauda. O gato tentou afastar o que lhe era um mal, mas não podemos dizer que ele escolheu morder o homem. Logo, não se pode dizer que o gato agiu de forma imoral ou antiética. A questão da liberdade ética pode ser assim resumida: Levando-se em conta que somos animais e ocasionalmente agimos de forma reflexa, em que condições nossa ação pode ser considerada uma ação deliberada?”


PAUTA - REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA


Pauta:


I.Confeccionar camisas da Quarta Sem Lei com a logomarca do evento;

II.Churrasco a ser feito na próxima QSL;


Votação:


Aberta a votação os temas acima foram aprovados de forma unânimes.


PROFESSOR CARLITO: TEMA PARA ANÁLISE


“Que regra moral foi quebrada por Immanuel Kant?

 Obs.: A resposta deverá ser contextualizada.

POESIA
MOTE: BARATA NÃO MATA, MAS DEIXA CATINGA
EMANUEL ALVES


Num local sujo e desarrumado

Escuro e fedorento a pinga 

Num gaveteiro velho encostado

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Roupas velhas e amarrotadas

Cuecas com manchas onde o mijo respinga

Meias com furos e calças rasgadas

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Uma cama funda de lastro quebrado

Ambiente hostil cheio de mandinga

Quarto de um velho arrasado

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Um copo d`água em riba de um tamborete

Uma chapa banguela e uma perna que caxinga

Na mão uma bengala, um cacete

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Velho de saco dependurado

Bunda murcha, peia por cima

Chumaço de cabelo duro e encaracolado

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Pinico branco com mijo azedo

Ágata velha, recipiente de sólida fedentina

Ora mole, ora dura como um rochedo

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga



Mesmo velho com tanta mazela

O pinto vive procurando galinha

Apaixonado por carne nova de gazela

Cheiro de barata que não mata, mas, deixa catinga


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